05/08/2013

Ana Luz


Ela sempre foi assim... Submissa a vontade de todos, um tanto acanhada e possuia sentimentos escondidos. Nunca tivera privacidade o suficiente para nem se quer desabafar com uma folha de papel, mas mesmo assim o fazia; nem o mínimo de compreensão necessária para expor suas ideias e uma parte de sua mente guardava palavras desnecessárias, porém, não conseguia se livrar delas... Poucas eram as pessoas, bem poucas, as que faziam-na soltar um sorriso verdadeiramente sincero.
      Sua vida sempre fora um tanto monótona e a única agitação que existia era a entrada de pessoas novas, as quais ela logo criava um apreço, porém, nunca tardavam em ir embora, e sem explicações. Levando sua vida novamente à mesma rotina. Mas tinha algo que a fazia tolerar e suportar normalmente todas as coisas. 
      Sonhava alto, como se não vivesse neste mundo, criava cenas e momentos em sua mente, os quais gostaria de viver. E sempre foi assim... Com a mente um tanto atrapalhada, coração cheio de sonhos, apesar de tudo. E acho que isto é a sua essência, os sonhos e a esperança. Se não fosse a esperança, que sentido teria a vida? Era assim que pensava, sempre. E posso lhe dizer, que sua essência vêm de outro mundo.


3 comentários:

  1. Respostas
    1. Carla, o texto é da Ju Oliveira, a nova colaboradora do blog. Que bom que gostou! *-*

      Beijos!

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