Mostrando postagens com marcador Conversa de Sofá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conversa de Sofá. Mostrar todas as postagens

27/03/2015

Conversa de Sofá com: Jô Lima


Oi geeente! Estamos aqui com mais uma Conversa de Sofá! A nossa convidada de hoje tem 23 anos, vive em São Paulo e é autora do romance Postais. Vem conferir a nossa entrevista com a Jô Lima! 

Ficcionalmente Real: Oi Jô! Seja bem-vinda a nossa Conversa de Sofá!
Jô Lima: Oi Minha Isa! Obrigada pelo convite. Pode ficar a vontade para perguntar, hein ahahaha

FR: Jô, você é de Pedreiras, no interior do Maranhão. Se mudou para São Paulo já pensando na carreira de escritora? Ou escrever um livro foi algo que surgiu só depois que você chegou aqui? 
JL: Sim, sou maranhense, lá da terrinha – risos-. A minha mudança para SP não teve nenhum propósito ligado à carreira de escritora, na verdade vim para Sampa para participar de um evento de moda, por causa de um blog que eu tenho há 6 anos. Aí fiz contato, fui indicada para outros eventos e fui ficando, arrumei emprego, iniciei minha segunda facul – porque dizem que para ser jornalista não precisa de diploma, eu protesto! -  e, como não me sentia parte da cidade, não tinha amigos ainda, eu vivia na escadaria do Teatro Municipal escrevendo cartas- nunca enviadas- para minha mãe, contando como estava sendo minha aventura ahahahha Aí as cartas viraram meu livro, Postais <3 Escrever foi a forma que encontrei de não me perder por aqui, de manter minha essência, sabe?

FR: Conte um pouquinho sobre Postais. Como nasceu a história?
JL: Se eu contar que sonhei com a história inteirinha, você acreditaria, menina? –risos- Eu acordei no meio da noite e escrevi o resumo da história, aí depois comentei com uma amiga, comecei a desenvolver o enredo e fui adaptado as cartas que eu havia escrito para a mamis.
Um pouco sobre o livro Postais: "Existem mil formas de se apaixonar por alguém, mas a maneira como ela se apaixonou por ele, foi única.” Enquanto admiravam obras artísticas no Museu do Louvre, Selina e Nicholas acabam por descobrir a verdadeira arte. A arte de amar. O renomado e jovem fotógrafo francês e a simples e bela brasileira estudante de História da Arte viveram uma semana intensa, conhecendo lugares lindos e viajando pela Europa, onde o amor entre ambos começa a aflorar. Após ser chamado de volta à Paris e retomar suas viagens de trabalho, Nicholas promete a Selina que irá lhe enviar Postais de todos os lugares por onde ele passar. Muitos desconhecem o poder que um papel, uma caneta e um coração apaixonado possuem juntos. Mas será que apenas palavras são capazes de nutrir uma relação a distância? Se você acha que o amor é indescritível, Sely e Nicholas vão lhe provar que você está enganado! A Era das cartas está de volta!

"escrever sobre um lugar 
onde nunca estive é 
realmente muito difícil."

FR: E qual o seu personagem favorito? Vou ser má: só vale um!
JL: Ai senhor! Eu só posso escolher só um mesmo? Ahahahahaha Okay! Meu personagem preferido é a Sely, ela é determinada e sempre está pronta para encarar seus medos, me identifico com ela apesar de todos morrerem de amores pelo Nicholas ahahahahaha

FR: A história de Postais se passa na França e no Brasil. Como foi o processo de pesquisa para a composição dos personagens e a escrita das cenas?
JL: A pesquisa foi intensa e cheia de barreiras, nunca fui à França e escrever sobre um lugar onde nunca estive é realmente muito difícil. Conversei com pessoas que moram em Paris e com franceses que estavam no Brasil fazendo intercâmbio. Foi cansativo e prazeroso ao mesmo tempo, acabei descobrindo uma França diferente e um Brasil mais rico. Valeu a pena as noites em claro escrevendo e pesquisando sem cessar ahahahaha

FR: Depois que você divulgou a publicação do livro nas redes sociais, e contou sobre o que se trata a história, muitas pessoas começaram a lembrar de você sempre que ouviam uma música francesa, haha Se Postais tivesse uma música tema, qual seria?
JL: Isso me deixa muito feliz, sério mesmo! Eu sou o tipo de pessoa que está sempre à procura de novos cantores/artistas para amar, daí inseri alguns no livro e as pessoas amaram e vivem ligando meu nome à musica/temas franceses. Mas a música que eu A-M-O e que com toda certeza seria tema de Postais seria Quelqu'un qui m'a dit da Carla Bruni. Sempre que ouvirem, favor lembrem-se de mim! ahahahhaha

FR: Você cursa Comunicação Social, né? Pretende conciliar as duas profissões ou já decidiu qual será o plano A e qual será o plano B?
JL: Comunicação é meu plano A, B e C – risos. Agora estou cursando Marketing, Isa. Trabalho na área e amo, costumo dizer que sou escritora e assistente de comunicação e marketing nas horas vagas, já que só escrevo à noite, tenho 8 horas diárias que preencho como marqueteira ahahhaha Não dá para abandonar a escrita, e as duas profissões me permitem escrever. Tô no lucro ahahhaa

FR: Em algum momento já pensou em desistir?
JL: Nunca! Desistir jamais, mesmo quando tudo está dando errado, sempre recebo uma cartinha ou um e-mail de algum leitor e isso já renova minhas forças. Só desistirei quando não houver mais leitores nesse mundo. Ou talvez eu mude pra marte e escreva por lá, vai saber ahahahaha. Escrever se tornou tão necessário pra mim quanto respirar!

"2014 foi sem dúvida nenhuma 
o melhor ano da minha vida (...)"

FR: Tem livro novo vindo aí? Pode contar um pouquinho sobre ele?
JL: Tem siiiiim! Meu novo livro se chama Entre Fitas & Vinis. Agora que já tenho mais vivência na área, resolvi me aventurar em um romance contado pela visão de um garoto! O livro conta a história do Léo, um carinha todo errado que acabou se apaixonando por uma certa garota comprometida – Ops!- O fato é que ele acaba recebendo algumas lições/conselhos baseados em músicas dos anos 80 que o avô dele ama muito. O avô e apaixonado por vinis e vai dar um ar mais cauteloso a história. Entre Fitas & Vinis é um história de amor entre família, amigos e amores – sim, porque o Léo tem lá suas conquistas. (quem eu já quer esse livro?)

FR: Assinou com uma editora. Publicou seu primeiro livro. Participou da Bienal como autora. Esperava que 2014 fosse ser tão incrível? O que espera de 2015?
JL: 2014 foi sem dúvida nenhuma o melhor ano da minha vida, só coisas boas aconteceram e eu evolui bastante como ser humano e como profissional. Eu realmente não esperava tudo isso, nem em sonho – risos-. Espero que 2015 siga na mesma vibe e que o livro novo seja bem aceito. Estou estudando mais para ficar profissional na escrita não cometer erros, pretendo aprender sobre o mercado e estreitar ainda mais meu relacionamento com os leitores. Além te te encontrar na bienal do Rio, mulher! ahahahaha (Yeeey!!! Até que enfim!)

FR: Jô, muito obrigada pela entrevista! Foi um prazer te receber aqui no nosso sofá, haha Beijos e muito sucesso!   
JL: Obrigada pelo convite, Isa. E sempre que precisar é só dar um grito que eu apareço ahahaha. E sucesso pra ti com teus livros também. Beijos!



 Quem aqui já conhecia a Jô e o livro Postais? E quem ficou morrendo de vontade de comprar depois de ler a entrevista? Me contem nos comentários o que acharam! Ah, para ler as entrevistas de janeiro e fevereiro é só clicar aqui. Beeeeijos!




♥ Nos acompanhe nas redes sociais:

27/02/2015

Conversa de Sofá com: Cybelle Santos


 Oi gente! Na segunda entrevista da coluna Conversa de Sofá bati um papo com a autora que vem conquistando centenas de leitores nas redes socias. Já conhecem a Cybelle Santos (ou Cy, para os íntimos haha)? Então vem conferir!

Ficcionalmente Real: Olá, Cy! Seja bem-vinda a nossa Conversa de Sofá! É um prazer te receber aqui hoje!
Cybelle Santos: É um prazer estar respondendo essas perguntas, Isa. Fico imensamente feliz com cada convite pra uma entrevista. 

FR: Gostaria de começar bem lá do início. Quando foi que você decidiu que iria escrever um livro? Você sempre soube que seria escritora?
CS: Não haha Eu sempre brinco que NUNCA nunca mesmo eu me imaginei escrevendo, nem publicando nada. O engraçado foi que aconteceu tudo por acaso mesmo, já que foi ideia dos leitores do blog enquanto eu fui escrevendo e publicando meus textos. Antes disso, eu escrevia história por diversão e hobby, mas nunca pensei na possibilidade de ser escritora. Não planejei e acho que isso aconteceu da melhor forma, porque, hoje, vejo que aconteceu no momento certo. No início, eu adorava as aulas de Português e Redação e imaginava um monte de história dentro da minha mente.

FR: Como nasceu o Palavras Apaixonadas? Conte um pouquinho sobre ele.
CS: Nasceu dos leitores. Simples assim. Antes do Palavras Apaixonadas eu estava planejando lançar um livro de fantasia, e entrei em contato com uma autora do gênero, que também estava começando e já havia publicado uma obra, que é a Bruna Camporezi. Ela começou a analisar e dar toques na história com os capítulos revisados, pra mim, e me incentivou muito a publicar já que ela foi uma das primeiras pessoas que me achou talentosa. Como esse livro ia demorar pra terminar, alguns leitores do blog começaram a publicar comentários elogiando os textos e me incentivando a juntar e colocar tudo em um livro de contos e crônicas. Achei a ideia magnífica e selecionei os melhores textos que eu tinha em um arquivo. Escolhi o título, sinopse, e fui atrás, literalmente com garra, de editora. Quando vi já estava recebendo a capa pra aprovação e ganhando um monte de leitores que estão no meu coração.  Agora falando sobre o livro, Palavras Apaixonadas tem um toque muito emocional porque leva muito de mim, já que a maioria das crônicas são sobre coisas que senti e passei. Sempre aposto na sinceridade e simplicidade e acho que isso ficou muito explicito. O livro é cheio de amores não correspondidos, duvidas, incertezas, dúvidas sobre si mesma, sobre amizade, sobre paixões, preconceito e até me arrisquei escrevendo na versão masculina. Ele é muito pessoal, o que faz dele um livro bem especial e único. Na época que escrevi os textos eu me sentia muito sozinha, às vezes, e compartilhando esses sentimentos eu mostrei que não sou a única e que há várias pessoas sentindo o mesmo. É como um conforto, e alguns sentimentos que eu encaro faço outras pessoas encararem.

FR: O que te inspira a escrever?
CS: Na maioria das crônicas  tudo que vivenciei. Tem muito texto de momento, muitos contos de imaginação com situações que eu vivi mas queria que tivesse acontecido de outra forma. Depende muito dos fatores ao meu redor, mas eu me inspiro nas pessoas. Seus sentimentos, expressões. E eu também assisto muita coisa. Desde filmes, até séries e ler livros. Acho que isso ajuda bastante. Além das músicas que trazem inspiração também. Eu escrevo o que meu coração quer.



FR: Neste último ano o Palavras Apaixonadas ganhou um baita reconhecimento nas redes sociais. A página alcançou 4 mil likes, seu público cresceu bastante e, acredito até que você já tem fãs fieis, né? Como você está reagindo a tudo isso?
CS: Eu reajo feito aquelas crianças felizes sabe? haha Agora, imagina eu pulando ou dando gritinhos em casa quando vejo alguém com o livro, falando ou elogiando? É uma adrenalina tão gostosa e incrível e pra uma escritora pequena de editora desconhecida eu alcancei muito. E não me conformei com os obstáculos, sabe?  Ainda é difícil acreditar que eu tenho pessoas que me acompanham fielmente, que estão sempre ali. Eu fico com um sorriso no rosto de lado a lado e cada vez mais certa do que escolhi fazer.

FR: E, dentre dezenas de e-mails e recadinhos superfofos você já recebeu mensagem de algum hater? Como lidou?
CS: Com certeza. Sempre tem que ter um não é? Ninguém no mundo agrada todas as pessoas então não sou eu que vou agradar. Eu costumava ter muita dificuldade pra lidar com esse tipo de situação, mas com alguns conselhos e apoio eu entendi que já que eu estava nesse meio eu era sujeita a isso. Agora não me afeta tanto como antes, consigo lidar melhor com pessoas que estão ali só pra te derrubar mesmo, sabe? Às vezes por inveja, mentira ou por não gostar mesmo. Sempre defendo o livre arbítrio de gostar do que quer, mas acho válido respeitar se você não gosta de certa coisa e de quem gosta. Críticas destrutivas não levam a nada.


FR: Em 2014 você também deu a sua primeira entrevista para a TV! *-* Conte um pouco como foi essa experiência!
CS: Foi surreal. E quando digo surreal foi surreal mesmo. Eu sentei na cadeira toda nervosa, o rapaz começou a fazer perguntas e a câmera lá me filmando. Eu pensei comigo “Meu Deus, sério que isso está acontecendo? Haha”. Mas acho que minha ficha só caiu quando rodou a matéria e ele começou a fazer as perguntas com o microfone na minha frente. Eu não conseguia deixar de olhar pra baixo e para aquele microfone e pensar “Nossa, isso é um microfone mesmo”. Depois disso, a ansiedade foi pra esperar a matéria passar, e meu coração bateu tão forte quando me vi na TV que nem eu mesma acreditei que era eu ali. Com certeza foi incrível.

FR: Cy, além de escritora, você também é blogueira no Voando Sozinha, onde, dentre outros assuntos, você também publica textos seus. Qual papel a internet desempenha no seu trabalho como escritora?
CS: Um papel enorme. Eu comecei tudo com o blog, e posteriormente com histórias paralelas, mas foi o blog que deu razão pra esse livro. Além de ajudar muito na divulgação do livro e do blog, já que facilita alguns acessos de comunicação.


FR: Como concilia a vida de escritora e blogueira com a faculdade/trabalho? É complicado?
CS: Muito. Haha. Eu já terminei a faculdade, mas antes era faculdade, trabalho, inglês, outros cursos e eu tinha que dividir o tempo. Sempre costumo dividir dias e espaços pra escrever no blog e dar continuidade a obras que eu esteja escrevendo. Em muitos momentos a coisa aperta e fico sem tempo de fazer muita coisa, mas sempre acho um jeitinho. Quando você realmente ama o que faz acha um jeito.

FR: Qual foi a fase mais difícil, desde que publicou seu livro? Já pensou em largar tudo e desistir?
CS: Acredito que não houve uma fase mais difícil, porque para escritores e blogueiros iniciantes todos os dias são. Mas pra mim, especificamente, foi bem no começo, no processo de divulgação, já que ninguém queria muito ler ou parar pra ouvir sobre meu livro. Fora os comentários negativos querendo me fazer desistir. Já pensei milhares de vezes em desistir. Já chorei, me descabelei, mas aí dei meus dias e continuei apesar de querer largar por não conseguir. Acho que o amor ainda é maior. Vai haver momentos e momentos além de obstáculos e quem está no meio disso tem que estar preparada para os testes que o meio vai te dar.


FR: Hoje a gente sabe que tem muita gente que te admira e se inspira em você. Quais dicas você dá pra quem quer ter a literatura como profissão?
CS: Absorvam conteúdo, escrevam o que vocês sentem no fundo do seu coração independente do que for. Vejo muitos vídeos de pessoas falando, não faça isso, não faça aquilo, não faça aquilo outro. E muitas pessoas ficam na pilha de serem originais e perfeitos. Eu absorvo muita coisa lendo, e, com ajuda de outras pessoas, técnicas que possam ajudar o que escrevo a fluir melhor. Mas escrevo o que quero independente do que falem. É o que quero escrever e pronto. Então a dica é: leiam bastante, absorvam dicas e conteúdo, porém não se forcem para serem originais e não pense nos frutos antes de plantá-los.


FR: Para fechar, quais são seus planos pra 2015? Tem livro novo vindo aí? O que pode nos contar?
CS: Tem muita coisa pra 2015. Estou esperando pra poder dar a notícia de quem vai publicar meu segundo livro que se chama Escrevendo nossa história e  em breve vai estar por ai.  Esse segundo livro é um romance com drama, e é alternado com visões do casal principal na narração. Estou ansiosa pra vê-lo pronto. Agora neste momento estou escrevendo o terceiro livro que envolve o mundo das princesas e depois quero me dedicar a continuação do Escrevendo nossa história.

FR: Cy, muito obrigada pela entrevista! Espero que possamos voltar várias e várias vezes aqui para falarmos dos seus livros! Muito sucesso!
CS: Eu que agradeço, Isa. É uma honra pra mim estar aqui respondendo. Fico feliz em saber que te inspirei de certo modo com seu livro e te desejo sucesso em dobro. Muito sucesso pra nós e um ótimo ano. Obrigada pelo convite  e um beijo em cada um dos leitores do Ficcionalmente Real.Obrigada a quem me acompanha.


E aí, pessoal? Já conheciam a Cy? E o Palavras Apaixonadas? Me contem nos comentários o que acharam da segunda entrevista do Conversa de Sofá! Beijos! :*


*fotos cedidas pela autora




♥ Nos acompanhe nas redes sociais:

30/01/2015

Conversa de Sofá com: Babi Dewet

EBA! Hoje é dia de estreia aqui no blog! Esse aqui vai ser nosso espaço pra conhecer gente nova! Mas conhecer meeeeexmo! Bater um papo, tirar dúvidas e fazer aquela pergunta bem curiosa haha De início, as entrevistas serão com autores nacionais: uns que com certeza vocês conhecem e outros que vocês PRECISAM conhecer! Espero que gostem, e... não poderíamos começar de forma melhor, né? Vem conferir nosso bate-papo com a BABI DEWET!!!


Ficcionalmente Real: Primeiramente, esta é a estreia da coluna Conversa de Sofá, e é um prazer te ter como a primeira autora convidada, Babi!
Babi Dewet: Poxa, que honra! Obrigada pelo convite, já me sinto em um talk show!

FR: Bom, você começou como autora independente. Por que optou por esse caminho? Recomenda o mesmo para quem está começando nessa carreira?
BD: Na época que eu lancei independente o mercado era um pouco diferente. Pode parecer que foi há pouco tempo atrás, mas muitas pequenas editoras surgiram desde então e elas são ótimas escolhas para autores novatos não precisarem de muita aventura. Eu sempre indico o aprendizado de ser independente, sim. Acho importante conhecer o mercado em que está entrando - já que não existe uma faculdade para ser escritor. Hoje em dia não é só escrever e "let it go". Tem que participar de todo o processo, vender seu livro, conhecer os leitores, etc.

FR: Sábado à Noite nasceu de uma fanfic inspirada na banda McFly. Como surgiu a ideia de publicar a história? Foi algo que sempre pensou ou foi um pedido dos leitores?
BD: Eu nunca tinha pensando em lançar um livro, ainda mais de uma das minhas fanfics. A Babi Dewet de dez anos atrás deve estar achando isso uma loucura completa! Resolvi publicar a história depois de ler alguns comentários que diziam que os leitores imprimiam a fanfic para ler na escola ou antes de dormir, fora do computador. Achei isso incrível e pensei que poderia fazer algo por eles e por mim.

FR: Você já pensava em ser escritora ou foi o universo das fanfics que te mostrou esta possibilidade?
BD: Foi realmente o universo das fanfics. Eu nunca tive pretensão de ser escritora antes disso.

FR: Momento “curiosidade de fã” haha: a história sempre recebeu o nome de Sábado à Noite ou já teve algum outro título antes de ser publicada?
BD: Sempre foi Sábado à Noite. Faz parte do meu processo de criação: personagens / estrutura / final / nome. Eu só começo a escrever quando tenho tudo isso pronto na cabeça, ou pelo menos em processo. 

FR; Como se sentiu ao perceber que SAN estava ganhando o coração de vários adolescentes? Esperava essa identificação imediata e todo esse retorno?
BD: Eu fico tão feliz! De verdade, a felicidade é quase infinita quando leio comentários, resenhas ou quando algum leitor me manda e-mail só pra dizer o quanto a história mexeu com a vida dele. Porque, afinal, eu escrevo pra eles, pros leitores! Então ter essa ligação é a melhor coisa de todas. Eu não digo que não esperava, porque esperança a gente sempre tem que ter. Mas foi além das minhas expectativas!


FR: Inicialmente, você não planejou que SAN se tornasse uma série com três livros. Como foi seu processo de escrita quando viu que escreveria um segundo e depois um terceiro livro? Deixava as ideias surgirem enquanto escrevia, ou fez um roteiro de todo o restante da história?
BD: SAN já era uma fanfic dividida em duas partes. Sendo que a segunda parte, que se tornou o segundo livro, era tão grande que foi dividida em duas. E eu precisei cortar e acrescentar e mudar muita coisa pra lançar como livro. Para o terceiro, que não existe completo como fanfic, eu fiz um roteiro por capítulo, com resumo do que eu achava que poderia acontecer para que chegasse ao final que eu queria. Reescrevi várias vezes, mas acho que o processo deu certo! 

FR: Devido ao sucesso do primeiro livro, na escrita do segundo e do terceiro você já era uma escritora conhecida por um público maior. Você sentiu um peso diferente de quando escreveu o primeiro? E quais foram as mudanças na Babi escritora ao longo dos três livros?
BD: Para lançar o segundo livro eu senti sim uma pressão enorme. Eu queria que fosse tão legal quando o primeiro. Queria que os leitores pudessem notar o crescimento dos personagens e se identificar com eles também. E fiquei feliz quando vi essa reação. O terceiro foi um desastre emocional - como eu iria terminar uma história de dez anos sem estragar tudo que os leitores tinham lido até então? Não é fácil, mas o resultado está sendo muito prazeroso. A Babi escritora continua ansiosa, roendo as unhas e pensando nos leitores para escrever algo divertido e emocionante! 
FR: Muitos dos personagens foram inspirados em amigos seus. Mas há algum que você
mesma inventou e se pergunta "Aaah, por que ele não existe na vida reaaaal?"?
BD: O Fred. Ele foi inspirado no James Bourne do atual McBusted e não existe de verdade. Até porque, acho que ele deve ser mais legal que o próprio James, juro! Meu amigo Vitor é a cara dele, é como imaginei fisicamente, mas não o personagem em si. Então, se tiver uma fada madrinha por aí, TRAGA O FRED PRA MINHA VIDA, VLW?

FR: E você tem um personagem favorito? Qual?
BD: Tenho! Acho que dois: o Bruno e a Maya. Não que sejam preferidos por não gostar dos outros (galera, amo vocês!), mas a personalidade deles é divertida para criar diálogos e cenas. Colocar a Maya em cena eu sempre sei que vou arrancar algumas risadas e o Bruno faz com que todo mundo queira ter um na sua própria vida. Desculpa gente, eu tenho dois! E a Maya também! O que torna tudo mais divertido.

FR: A Amanda é uma personagem um tanto quando odiada. Como autora, você também
sentia raivinha dela enquanto escrevia?
BD: Não sentia essa raiva, porque eu compreendo a Amanda. Eu fui uma adolescente difícil e não sou fácil até hoje. Acho que todo mundo que acabou sentindo essa negatividade por ela é porque talvez tenha se identificado e não quer admitir. Em meus anos de escritora, professora, participante de fandoms... nunca conheci alguém que não tivesse seus momentos de confusão, de incerteza e de imaturidade. A Amanda é real e muita gente se incomoda com isso.

FR: Você é formada em Cinema. Já imaginou os seus personagens em uma produção cinematográfica? Quais atores dariam vida à Amanda e Daniel?
BD: Sempre imagino tudo como filme. Acho que faz parte de como eu escrevo, essa dinâmica visual. Se eu pudesse realmente escolher, num mundo perfeito, seriam Daniel Jones do McFLY e a Shailene Woodley. Mas eu sei bem que o Danny não sabe atuar, então eu provavelmente teria que mudar minha escolha.

FR: Sei que você também curte muito K-pop. Já pensou em escrever uma história inspirada em bandas como B.A.P, Nu'est, SHINee?
BD: Já! E vou! Me aguardem, eu ainda vou falar muito de kpop nos meus próximos projetos.

FR: Você pode contar algo sobre os seus próximos projetos?
BD: Meu próximo livro será lançado no ano que vem e se chama "Um Ano Inesquecível". Nele eu vou escrever um conto sobre o Outono, dividindo as estações do ano com a Paula Pimenta, Bruna Vieira e Thalita Rebouças. É o que posso falar até agora.

FR: E, pra encerrar, que dica você dá pra quem sonha publicar um livro?
BD: Seja persistente e acredite no que você escreve! Ter esperança não faz mal a ninguém. Um escritor precisa conhecer seu público alvo e aprender sobre o mercado, então nenhuma pesquisa, evento, conversa, é perda de tempo. Aproveite e aprenda muito!

FR: Muito obrigada pela entrevista, Babi! Espero que seja a primeira de muitas aqui no Ficcionalmente Real.
BD: Eu quem agradeço! Foi um enorme prazer e fico aguardando o próximo convite para um chá. Eu adoro chá! E adorei o Ficcionalmente Real!



Ei, gostaram da nossa estreia? A Babi é uma fofa, não? ^_^ Me contem o que acharam dessa Conversa de Sofá! :) 



♥ Nos acompanhe nas redes sociais:
 

criado e codificado para o blog ficcionalmente real
cópia proibida © 2015