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09/03/2014

[Resenha]: No Escuro


Edição: 1°
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 336

 Diferente de tudo o que eu já li, No Escuro é um livro aterrorizante.
 Dificilmente fujo das minhas tão queridas histórias de amor.  Não tenho o hábito de ler livros de suspense, terror ou drama. Mas o livro de Elizabeth Haynes conseguiu unir esses três elementos. 

 O livro tem uma grande quantidade de cenas de sexo (alguns detalhes das descrições achei totalmente desnecessários), ademais, as descrições detalhadas de crimes brutais e atos violentos me deram ânsia de vômito.

"Ele desceu com cuidado a inclinação íngreme até o fundo da vala, usando a pá como apoio, e então, sem hesitar, acertou-a com força no crânio, resvalando na primeira vez, mas depois, com um som abafado, rachou sua cabeça, e o osso quebrado penetrou a carne. Repetiu o golpe várias vezes, ofegante devido ao esforço, até esmagar seu rosto, transformando dentes, ossos e carne em uma massa horrenda." (página 13)


 No escuro conta a história de Catherine, uma jovem que adora viver, e tem como ideia de aproveitar a vida: sair todas as noites com suas melhores amigas, dançar, beber, e ficar com todos os caras que lhe der na telha, sem se preocupar com as consequências. Em uma dessas noites, enquanto entrava numa boate, Catherine conhece Lee, que trabalhara como segurança naquela noite. O homem alto, loiro e musculoso lhe chama a atenção.
 Os dois começam a viver uma relação amorosa, no entanto, selvagem e misteriosa. Em uma madrugada, Lee aparece no apartamento de Catherine totalmente machucado e sem querer explicar o motivo daquilo, com a justificativa de querer "protegê-la". A jovem, então, se dá conta de que além do emprego como segurança, algo mais sombrio envolvia o homem por quem estava apaixonada.
 Inicialmente Lee se demonstra um cara sedutor, carinhoso  e protetor. No entanto, como o tempo, o homem misterioso se torna altamente agressivo e dominador.

 O livro começa com o julgamento e condenação de Lee, descritos já na primeira página. A história se baseia em mostrar o que ele fez para ser condenado, como ele fez, e o como isso afetou a vida de Catherine.

 Após a prisão de Lee, Catherine muda de cidade e de nome, passando a se chamar Cathy. As mudanças vão muito além disso. Devido a tudo o que viveu com Lee, a jovem adquiriu TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), se tornando uma mulher relaxada, frágil e medrosa. Bastante diferente daquela mulher vaidosa, confiante e livre que era.

"Girei a maçaneta seis vezes, verificando se estava trancada. Um, dois, três, quatro, cinco, seis. Depois conferi o contorno da porta mais uma vez. E então a maçaneta, seis vezes. Um, dois, três, quatro, cinco, seis. E o contorno da porta de novo. E por fim a maçaneta, mais seis vezes. Senti o alívio que me toma quando consigo fazer isso direito." (página 18)

 O livro conta a história intercalando os anos de 2003 (quando conheceu Lee) e 2007 (já vivendo com os traumas que ele lhe causou), indo e voltando a todo momento ao passado e presente de Cathy.
 Quando um novo morador chega a seu prédio as coisas começam a mudar na vida de Cathy. Talvez, pela primeira vez depois de tudo o que aconteceu, ela tenha voltado a confiar em alguém.
 Tudo parece começar a se ajeitar lentamente na vida de Cathy, quando ela percebe que, depois de quatro anos, chegou o dia de Lee ser solto, e todo o terror do qual tanto fugiu durante todo esse tempo poderá bater a sua porta a qualquer momento.

"O tempo todo, noite e dia, meu cérebro gera imagens de coisas que aconteceram comigo e coisas que podem acontecer. É como assistir a um filme de terror repetidas vezes, sem nunca se tornar imune ao medo." (página 28)

 Até agora não sei se o livro é ruim ou se eu que não gostei tanto da história, por gostar mais de livros de amor. 
 Quando encontrei este livro em uma das prateleiras da Livraria Cultura e li sua sinopse, achei a história bastante interessante. Mas achei a leitura tão massante, tão arrastada... Não foi uma leitura nem um pouco prazerosa. Apesar da história sem beeem densa, queria lê-la com vontade, e não foi o que aconteceu. Enfim, em poucas palavras, achei o livro chato.


08/07/2013

[Resenha]: Extraordinário

ISBN: 8580573017
Ano de Lançamento: 2013
Número de páginas: 320
Tradução: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca

"Médicos vieram de cidades distantes
só para me ver,
parados ao lado da minha cama
sem acreditar.

Dizem que só posso ser uma das maravilhas
da Criação,
e até onde veem não conseguem
explicar."
- Natalie Merchant, "Wonder"



  Quando seu filho, dentro de uma sorveteria, viu uma criança com o rosto deformado e começou a chorar descontroladamente, a autora R.J. Palacio percebeu que precisava escrever uma história. Algo que mostrasse tanto o lado da pessoa com a deformidade (que não tem culpa por ter nascido assim) quanto o da pessoa que se depara com isso (e que não tem o dever de não se assustar num primeiro momento). "Extraordinário" é um livro sem julgamentos que nos faz refletir e nos colocar em ambos os lados da história.

 August Pullman nasceu com uma deformidade facial e sempre foi visto por todos - exceto por sua família e amigos mais próximos - como uma aberração da natureza. Auggie sempre foi educado em casa, mas agora, aos 10 anos de idade seus pais acham que é o momento certo para o menino começar a frequentar uma escola de verdade. Prestes a iniciar o 5º ano, Auggie é matriculado numa escola particular, no centro de New York, escola esta, maior que todas as outras que sua irmã já estudou e que estava acostumado a ir. 
 Ser aluno novo já é super difícil. Agora imagina: ser novato em uma escola gigante, estando propício a sofrer rejeição apenas por ter um rosto diferente? Mostrar às outras crianças, que apesar de seu exterior é alguém como eles, será o maior desafio do pequeno Auggie.

"A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma." (August, página 11) 

  Seus primeiros dias na Beecher Prep, como já se é de esperar, são um tanto quanto complicados. No entanto, para a sua surpresa, uma menina super simpática resolve se aproximar. Esta é Summer, sua fiel escudeira!

"Ri de novo. Ele era tão bem-humorado com relação a si mesmo. Essa era uma das coisas que eu mais gostava no Auggie." (Summer, página 137)

 Apesar do azar de ter nascido diferente de todos ao seu redor, Auggie teve a sorte de nascer na família que nasceu. Seus pais, sua irmã Via e a cadelinha Daisy são incríveis e o amam incondicionalmente.
 Auggie diz a todo momento que o que ele mais queria era ser invisível. Passar por todos os lugares sem ser notado. O que seria algo impossível! Ele jamais passaria despercebido por algum lugar, jamais seria uma pessoa comum ainda que não tivesse qualquer deformidade, pois o pequeno Auggie é uma pessoa iluminada, especial. Ele é verdadeiramente extraordinário!



"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." (Sr. Browne, página 55)



20/06/2013

[Resenha]: A culpa é das estrelas

I.S.B.N.: 9788580572261 
Editora: Intrínseca
Idioma: Português


Número de Paginas: 288

Tradutor: Renata Pettengill

“Alguns infinitos são maiores que outros”

 Em "A culpa é das estrelas", John Green conta a história de Hazel Grace Lancaster, uma adolescente de 16 anos com câncer em estado terminal. Hazel leva uma vida sem grandes acontecimentos, conta com a superproteção dos pais e frequenta um grupo de apoio à crianças com câncer, o qual pensa não acrescentar nada na melhora ou piora de sua auto-estima e da maneira de encarar a doença.
 Embora frequente o grupo mais pela vontade de sua mãe do que pela sua, é lá que a jovem conhece Agustus Waters, o jovem que mudaria completamente a sua rotina e sua forma de ver a vida - para melhor! 
 Gus e Hazel começam uma linda amizade, que posteriormente se converte em uma linda história de amor. Juntos realizam sonhos, dividem medos, suportam dores, vivem momentos mágicos, únicos e inesquecíveis.

“— Esse é o problema da dor — Augustus disse, e aí olhou pra mim. — Ela precisa ser sentida.” (página 63)




 Sempre choro em final de filme, seja ele um romance, um drama, ou meu musical favorito. Mas quando se trata de livros meu lado emotivo não funciona bem assim. Ou melhor, não funcionava. Nunca, NUNCA, na minha vida havia chorado lendo um livro. Já tinha ficado de coração apertado e com um nó na garganda - como quando li "O Melhor de Mim" - mas chorar, chorar mesmo, de soluçar (quanta lágrima, meu Deus!) nunca tinha. Mas confesso que, me conhecendo como eu conheço, seria impossível ter uma reação diferente lendo os capítulos finais de "A culpa é das estrelas". Uma das minhas frases favoritas do livro foi dita pelo Gus: "Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.". 
 O livro já foi lançado há algum tempo e muita gente já conheceu e se emocionou com essa história incrível. Pra quem ainda não leu, está recomendadíssimo!
 Agora é aguardar pela estreia do filme! Lágrimas vão rolar... Para conhecer os atores que interpretarão os protagonistas, clique aqui.


29/04/2013

[Resenha]: Dividindo Mel

I.S.B.N.: 9788562942419
Edição: 1 / 2011
Idioma: Português
Número de Paginas: 200 


 Quem nunca se apaixonou pelo melhor amigo? Ou por aquele cara lindo, independente, inteligente, simpático e que está super afim de você? Ou pelos dois ao mesmo tempo? Pois é, foi este o caso de Melissa Prudente, ou Mel, se preferirem.
 Após ser (novamente!) dispensada por seu namorado, Mel jura para sua melhor amiga, Rebeca, não se apaixonar tão cedo (e tão fácil outra vez). Tal juramento poderia ser fácil de ser cumprido, se Mel não tivesse conhecido O CARA, se seu melhor amigo não  tivesse voltado do interior e mechido com suas estruturas, e se a Melissa não fosse a Melissa. Pra quem foi dispensada por dez caras diferentes nos últimos dois anos, estar dividida entre dois caras incríveis e superapaixonados não era algo comum em sua vida nem em seu sofrido coração. Entre cheetos, comédias românticas e Paralamas do sucesso descubra - junto com Mel - a decisão "correta" a tomar: ficar com seu melhor amigo de infância ou com o cara que você sempre esperou conhecer?


 Nunca imaginei que me identificaria tanto com a Melissa, nem que na história houvesse tantas coisas também presentes em minha vida. Por conta do meu sobrenome "Mello" em algumas redes socias anteriores utilizava o nickname Mell (com dois eles, obedecendo o meu sobrenome), e este é exatamente o nome da protagonista! O meu irmão se chama Ricardo, e o último cara por quem eu fui apaixonada se chama Matheus - ok, o da história é sem "h", mas isso é só um detalhe ^.^. Sem falar no gosto musical da Melissa: Leoni, Paralamas, Legião Urbana (!!!)... Minha música preferida DA VIDA, é Hoje a noite não tem luar, e ela aparece num momento tão fofinho do romance ♥ A Mel também adora comédia romântica, e o filme preferido dela é Titanic (como assim??? O meu também!), ela não é amiga de meio mundo, nem faz questão de ser, é desastrada no ônibus... Já no 2º capítulo do livro comecei a desconfiar que  a Iris espionou a minha vida enquanto escrevia o livro, haha

P.S.: A frase da página 35: "Uma música horrorosa vazava em volume máximo pelos alto-falantes." define as minhas manhãs. Não aguento mais ouvir todo os dias às 6 da manhã "cara na caaaara, pele na peeele" num engarrafamento infinito rumo à faculdade! - desabafo.




31/03/2013

"Depois dos Quinze" e mensagem à Bruna Vieira





 Desde que soube que "Depois dos Quinze" ia virar livro, a ansiedade começou a me consumir. Juro que dentro de mim, senti um imenso orgulho, por ver que aquele blog intimista (de layout "caseiro") que lia apenas por me indentificar com a ordem daquelas palavras e o sentimento expresso por elas, estava crescendo, ganhando a internet, o (meu) mundo e o coração de cada adolescente apaixonada, perdida (e perdidamento apaixonada) que tenta entender, se adaptar (e/ou se impor) à tudo lá fora e à dentro de si mesma. 
 Quando - muito por acaso - comecei a ler o blog, não sabia quem era Bruna Vieira, apenas sabia que este era o nome que assinava o blog. É engraçado - e um tanto estranho - eu nunca ter tido curiosidade de saber quem era aquela menina com quem eu me identificava tanto, que me entendia tanto, sem nem ao menos me conhecer. Hoje sei bem quem é essa mineira de 18 anos. É a autora do livro que terminei de ler a 5 minutos, que deu nome a este post e que por algum motivo me fez sentar em frente ao computador e escrever este texto. Demorei um pouquinho para comprá-lo. Magicamente nas datas marcadas para os dois lançamentos no Rio de Janeiro algo "incrivelmente" acontecia e me impedia de ir. "Depois do Quinze - Quando tudo começou a mudar" era o primeiro item da minha lista de livros, mas foi riscado, com imensa satisfação, depois de eu capturá-lo da prateleira da Livraria Cultura. Detalhe: Era o último da estante. Parecia que estava esperando por mim! Fofo! (hihi)
 Minha curiosidade para lê-lo não era apenas por ser o livro da Bruna Vieira, dona do blog que eu lia há anos. Ia além disso. Dessa vez não estava preocupada apenas em ver se me identificava muito ou pouco com tal texto. Abri o livro com olhares de aluna, observadora e crítica. Nunca tinha visto uma blogueira lançar um livro. Achei aquilo o máximo! Mas será que ela realmente escrevia bem a ponto de lançar um livro? Será que eu ia passar a admirar ainda mais a Bruna ou ia retirar o blog dela dos meus Favoritos? Sim eu simplesmente AMEI o livro. E não, não retirei o Depois dos Quinze dos meus Favoritos. 
 Confesso, preferi as crônicas aos contos. Nenhum outro texto publicado no livro (na minha opinião) supera "A roda-gigante" e "Vértices de um amor" (Torço para que este último vire um livro!). Como disse nas primeiras linhas deste parágrafo, ia ler o livro com olhares de aluna. E foi isso que eu fiz. A Bruna é uma das grandes inspirações para as blogueiras e aspirantes à escritora (como eu), e o livro título deste post foi objeto de inspiração para uns quatro ou cinco textos meus. Nele pude além de observar, admirar e aprender; sentir! Porque um texto escrevemos com o coração, e é exatamente o da Bruna, que eu vejo bem camufladinho em todos os textos deste livro. Ele, que ainda está na minha mesinha de cabeceira, veio com cada pedacinho da Bruna nas entrelinhas. E agora, vou guardá-lo na estante com meu coração, minha admiração, e meus maiores sonhos entre as páginas. Porque ele é a prova de que tudo pode mudar - para melhor!

 Escrevi este texto ouvindo "The Best Years of Our Lives" (pág. 165 do livro).



P.S.:Este texto não foi bem uma resenha (e eu não pretendia que fosse). Estou em depressão pós-livro (e pós-Vértices de um amor) para escrever uma. Só queria que a Bruna soubesse (leia isso Bruna! Leia isso!) que ainda vou dizer pessoalmente a ela o quanto a admiro, ainda vou presenteá-la com um livro meu, e ainda vou perguntar a ela como ela conseguiu com que eu (mesmo depois do ponto final) amasse o Matheus e o Phelipe, e não sentisse raiva de nenhum dos dois (sim, Vértices de um amor ainda não saiu de mim!). Mas, enquanto esse dia não chega e eu não falo,faço e pergunto essas coisas à Bruna, escrevo um texto pra ela! (: 




   

29/03/2013

[Resenha]: O Melhor de Mim



I.S.B.N.: 9788580410495
Edição : 1 / 2012
Idioma : Português
Número de Paginas : 272




 Dawson e Amanda se conheceram na adolescência e se apaixonaram perdidamente. Não tardou para o relacionamento dos dois virar motivo de discussão entre Amanda e seus pais. Eles não adimitiam que sua filha - uma Collier - se relacionasse com um Cole! Dawson era membro da família barra pesada de Oriental, mas era diferente deles, (talvez) a ovelha negra da família (ou ovelha branca não é?), e Amanda sabia disso. Dawson trabalhava na oficina de Tuck, um senhor com fama de louco, uma casa caindo aos pedaços e um passado misterioso. A pressão imposta pela família de Amanda, e o medo que Dawson tinha de não conseguir dar para a amada a vida que ela realmente merecia, fez com que ele, de coração despedaçado, rompesse o relacionamento, despedaçando também outro coração.

 25 anos se passaram e Amanda e Dowson voltam à Oriental para o velório de Tuck, o homem que acolheu Dawson, acobertou todo o romance deles e acabou se tornando o único confidente dos dois.





 Juro que tentei (e queria) chorar após ler a última página de O Melhor de Mim. Queria expulsar de mim toda aquela melancolia, desatar aquele nó da garganta. Mas não consegui. Nem uma lágrima se quer rolou por minha face. Acho que estava anestesiada. 
 Não arrisco dizer que este foi o melhor livro que já li, mas sem dúvidas, foi a história mais linda que já passou pela minha prateleira. Não vou (e nem devo) dizer o motivo de tamanha perplexidade, e tristeza camuflada. Estragaria todo o encanto. Ou não. 
 Ano passado, quando eu nem pensava em ler este livro ainda, uma amiga (a Gabi) me contou toda a história: início, meio e fim. Confesso que quando comecei a ler o livro não lembrava mais de muita coisa, mas lembrava do principal. Ainda assim, isso não fez com que a história parecesse mais ou menos emocionante, porque o que nos envolve na verdade não é a história contada, e sim, como ela é contada.
 Apesar de sempre ter visto os filmes baseados nas obras do Nicholas Sparks, O Melhor de Mim foi o primeiro livro dele que eu li. Me surpreendi (positivamente!) com sua tamanha sensibilidade. Nicholas tem o dom de transmitir medo, emoção, raiva, alegria, tristeza - e fazer com que sintamos tudo isso - apenas por meio das palavras. 
 Enfim, apesar de triste, O Melhor de Mim é uma bonita história. Uma bonita história de amor. 
 Quando digo que um livro é o melhor passaporte de todos, acho que não estou errada! 

  
"O primeiro amor deixa marcas para a vida inteira."




26/03/2013

Fim de tarde na Livraria Cultura


 Há uns meses vi uma reportagem numa revista sobre uma livraria com quatro andares, localizada  no Centro do Rio. Semana passada, aproveitando que estou de férias, fui passear pelo centro da cidade, com o intuito de conhecer a Livraria Cultura. É claro que acabei fazendo algumas comprinhas antes, e entre minhas aquisições, está a Teresa, a corujinha mascote do blog!


 No final do dia, depois de procurar loucamente pelo endereço escrito na revista (R. Sen. Dantas, 45), enfim, conheci a tão famosa livraria. Enorme e linda! Um paraíso. Livros para todos os gostos. Nacionais e internacionais. Literatura brasileira, francesa, inglesa e espanhola. Livros infantis (achei fofa a versão d'O Pequeno Príncipe para bebê), livros para estudo, e por aí vai! As estantes são divididas por áreas: direito, psicologia, pedagogia, engenharia, linguística, mitologia, e outras dezenas. 
 Juro que se eu pudesse morar lá eu morava! Sem o menor problema. Lá também tem várias poltronas e almofadões (quase um maridódromo!). Ah, e o mais incrível de tudo: dentro da livraria tem um teatro. Não é perfeito? 
 Antigamente a Livraria Cultura do Rio de Janeiro era um cinema, chamado Cine Vitória, tanto é que eles preservaram parte da fachada antiga.


 Depois de tanto rodar por lá, e ver que a livraria tinha simplesmente todos os livros que eu queria e mais um pouco, me vi com uns oito livros em mãos. Precisava me decidir! Optei por Depois dos Quinze, Extraodinário, A Culpa é das Estrelas e Antes de Dormir, deixando de lado O Menino do Pijama Listrado, Lola e o Garoto da Casa ao Lado, O Caderno de Maya, Garota Exemplar, No Escuro, entre tantos outros. No entanto, já os inseri na minha gigantesca lista de livros a comprar na Bienal.



Depois dos Quinze (Bruna Vieira) - "Bruna Vieira tem 18 anos, é colunista da revista Capricho e dona do blog Depois dos Quinze. Começou a escrever porque descobriu que o amor da sua vida era, na verdade, apenas o amor de uma das centenas de fases que ela já viveu. Desde então, com a ordem das palavras escritas e compartilhadas nas redes sociais, Bruna superou a timidez, viajou para a Europa, fez duas tatuagens, mudou de vez para São Paulo e tornou-se uma das adolescentes brasileiras mais influentes da internet, com milhares de fãs-leitoras-amigas-seguidoras. Neste livro você encontra uma mistura de histórias, desabafos e segredos de uma garota que nasceu no interior, ama animais, usa boinas coloridas e ainda acredita no amor simples e verdadeiro."

Extraordinário (R.J Palacio) - "August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. (...)"

A Culpa é das Estrelas (John Green) - "Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante - o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas. (...)"

Antes de Dormir (S.J. Watson) - "Todas as manhãs , Christine acorda sem saber onde está. Sua memória desaparece toda vez que dorme. Seu marido, Ben, é um estranho, e ele é obrigado a recontar a vida deles todos os dias - consequência de um misterioso acidente que tornou Christine uma amnésia. Encorajadapor seu médico, ela começa a escrever um diário para tentar reconstruir suas lembranças e seu passado. Certa manhã, ela abre o diário e percebe que escreveu quatro palavras inesperadas e assustadoras: 'Não confie em Ben.' Então, ela passa a suspeitar de tudo o que o marido lhe contou. Que acidente a fez ficar assim? Em quem ela pode confiar? Por que Ben mente o tempo todo para ela? E o leitor, poderá acreditar na história de Christine? No centro desta trama surpreendente paira uma pergunta aterrorizante: como alguém pode viver se não consegue acreditar em si mesmo? Mantendo o ritmo de suspense do início ao fim, Antes de Dormir é um inteligente e instigante romance sobre memória e identidade. E no quanto podemos confiar em quem está perto de nós..."


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           ! 
"A exclamação é como uma roupa especial: 
é só colocar para deixar tudo mais vibrante.
 Transforme períodos simples do dia em exclamações!"

_________________________________________________________________________________? 
"Dizem que toda ideia, filosofia 
ou poesia nasce de uma interrogação. 
Não é verdade?"



frases dos marcadores de página da livraria cultura.



07/01/2013

[Resenha]: Uma história só pra mim

I.S.B.N.:9788535712711
Edição: 16

Territorialidade: Internacional


 Na singela história de Moacyr Scliar, João um menino tímido, se muda para o mesmo prédio de Rodrigo e seus amigos. Taxado como o estranho da turma, João se sente totalmente desconectado dos outros adolescentes. Sem saber os motivos aos quais levaram o garoto a agir de tal forma, Rodrigo tenta uma aproximação que as poucos se transforma em uma sincera amizade.  Por insistência de seu amigo Rafael, Rodrigo entra numa verdadeira vida investigativa e desvenda o passado misterioso que cercara João. "Uma história só pra mim" é um leitura rápida, entretanto, prazerosa, instigante e de fácil identificação com a vida real.

 Num dia de folga, colocando meus livros em ordem, encontrei escondidinho bem no fundo da estante "Uma história só pra mim" e percebi que o deixei tantos e tantos anos de lado e nunca o tinha lido. Era hora de mergulhar em mais um novo universo!

19/12/2012

[Resenha]: P.s. Eu te amo





A maioria conhece essa história e todos que a conhecem com certeza se emocionaram, mesmo tendo assistido apenas ao filme. E quando você pensa que não há nada mais perfeito descobre que há. E é sobre esse livro que falaremos hoje.
Para quem não conhece, a história é sobre um casal que tem um casamento muito feliz apesar de todas as brigas. Holly e Gerry. Eles se conheceram na adolescência e desde então continuam apaixonados, até que algo terrível acontece: Gerry descobre que tem um tumor no cérebro e está prestes a morrer, logo, pensa em uma forma de ainda se fazer presente na vida da esposa e consegue isso através de cartas ... as cartas mais emocionantes do mundo!
Holly, como era de se esperar, tem dificuldade para recomeçar a vida e só consegue com a ajuda de seu marido. Tem dificuldades financeiras, familiares e nas amizades também.  Em um livro muito bem escrito, Cecelia Ahern, relata minuciosamente cada detalhe da vida de Holly, cada dificuldade que ele enfrentou , nos emocionando a cada página .
Holly, ao notar que as cartas de Gerry estão terminando começa a se entristecer. Talvez, os leitores entendam bem essa sensação pois é assim que nos sentimos ao ver o final do livro se aproximando. Além de uma história linda é uma história de superação e já entrou para minha lista dos melhores.  





"O plano dos dois era muito simples. Permanecer juntos pelo resto de suas vidas. Um plano que qualquer um em seu círculo de amigos concordaria que era realizável. Todos os consideravam excelentes amigos, amantes e almas gêmeas destinadas a ficarem juntas. Mas por acaso, um dia o destino havia mesquinhamente mudado de ideia. "


18/12/2012

[Resenha]: Adultos sem Filtro

I.S.B.N.: 9788532528049
Edição: 1 / 2012 
Idioma: Português
Número de Paginas: 192



 Após conquistar uma legião de fãs com o lançamento dos livros "Fala sério!", vender mais de 1.000.000 de exemplares, e se tornar um dos principais ícones da literatura jovem atual, a escritora Thalita Rebouças lança um projeto, digamos que diferenciado, chamado Adultos sem Filtro. 
 Apostando em um novo público, Thalita apresenta uma obra recheada de crônicas sobre diversos temas: beleza, família, taxistas, celebridades, Bienal, Lisboa, e por aí vai. Mantendo sempre o bom humor em seus textos, a escritora conseguiu contar em uma leitura deliciosa, situações normais (outras nem tão normais assim) que corriqueiramente vivencia.
 Depois de colocar para fora seu lado cronista ao escrever as tantas experiências da personagem Malu (protagonista dos livros "Fala, sério!"), hoje, Thalita  segue  exercitando este lado, publicando crônicas há mais de 1 ano no blog Veja Rio.

 Desde o primeiro livro da Thalita que li (Fala sério!, mãe) comecei a admirá-la bastante, tanto como profissional quanto como pessoa. Afinal, foi através de seus livros que meu hábito  pela leitura aumentou. E foi também por essa tamanha admiração que sinto por ela, que decidi, ou melhor, descobri, que quero viver de livros no Brasil.

 Separei pra vocês - só pra dá um gostinho! -  a crônica que, se não a mais,  é uma das mais engraçadas do livro. 
Pérolas da minha caixa postal


(22 de setembro de 2011)
 Antes da Bienal, eram cerca de 100. Depois dela, passaram a chegar uns 160 emails por dia. Embora eu não consiga responder, a leitura dessas mensagens sempre me encheu de alegria. Dá força receber tanto carinho, emociona saber como os meus livros mexem com as pessoas. Mas às vezes os emails me surpreendem e/ou me fazem rir. Abaixo, alguns trechos dessas pérolas.


“Thalita, tenho que fazer um trabalho pra escola, valendo nota, do Fala Sério, Amor!. Você pode me ajudar? Você só precisa escrever um perfil curto de cada personagem (máx. 7 linhas) e depois um resumo da história (máx 20 linhas). Se eu copiar resumo da Internet a prof vai perceber, vou tirar zero e ainda vou levar esporro. Não demora, por favor! Tenho que entregar daqui a 2 dias. Valeu!!!!!!”

Que tal? E eu que achava que EU era cara de pau… Tsc, tsc, tsc.


“Thalita, atachado vai um livro que escrevi sobre física quântica e sua relação com astrologia. Parece complexo, mas não é. Foram anos de estudos. Leia, revise, escreva o prefácio e o encaminhe à sua editora com uma carta de recomendação. Você não vai se arrepender. Espero uma resposta rápida, ok? Não me decepcione. Pela atenção, obrigado.”

Detalhe: o livro tinha 1200 páginas.


“Querida Thalita, é com júbilo maior que lhe escrevo esta missiva eletrônica. Sou um escritor cujo sonho é publicar um livro e me lançar nessa carreira que lhe abraçou tão intensamente. Escrevi um livro, um dos melhores que já li, modéstia à parte, e gostaria, com a sua ajuda, de publicá-lo. Você não precisa nem ler a minha obra. Eu lhe garanto: ela é excelente. A única coisa que peço é que você assine o livro comigo. Com o seu nome ao lado do meu, garanto a minha entrada no mundo das letras. Os direitos autorais serão, evidentemente, divididos em percentuais que podemos negociar. Que tal? Proposta irrecusável, não?”

Recusei a proposta irrecusável e recebi de volta um email indignado, com mil desaforos raivosos e palavrões impublicáveis. Tadinha de mim.


“Thalita, tenho 12 anos e 7 meses e tô pronta pra beijar. Minha mãe não acha isso, mas eu acho. Por isso, vim te pedir ajuda. Me ensina a beijar? Onde boto a língua? O que faço com ela? Posso treinar na tela do computador?”

Mensagens desse tipo eu recebo aos montes (com algumas variações). E, não, não acredito que ninguém, em tempo algum, seja capaz de ensinar a beijar via email.


“Thalita, adoru seu geito expontanio. kero iscreve un livro, mais num sei pur onde comessa. Td mundu diz que nassi p issu. Mi ajuda?”

Esse eu não resisti e respondi: “Comece lendo muito. Muito mesmo. Só assim você vai ganhar intimidade com a nossa língua para depois pensar em escrever um livro. Boa sorte!”


“Thalita, trabalho como DJ há muito tempo. Mando bem, boto geral pra dançar. Mas preciso virar um DJ-celebridade pra ganhar mais dinheiro. Você deve conhecer todos os DJs-celebridades. Me dá o email deles? Aí eles podem me passar as festas que eles não quiserem fazer. PS: Tenho 13 anos, nunca li nenhum livro seu, mas te adoro. Minha vizinha leu todos. Se você me ajudar prometo fazer sua próxima festa de graça.”

Hum… É… Assim… DJ-celebridade? Por que ele acha que eu conheço “todos os DJs-celebridades”? Quem são os DJs-celebridades? Tive vontade de dizer: inscreva-se no próximo BBB. Mas ele tem só 13 anos.
Viram como é divertido? Vou pegar emprestado o bordão do meu vizinho de blog, Bruno Chateaubriand: “é cada uma que parece duas”. Ou três.


 

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